+

esculturas de CARLOS RODRIGUES

As minhas obras não são mais do que meros fragmentos de pedras moldadas.

Biografia

Nasci em Angola, trabalho e resido em Vila do Conde. Cresci num meio envolvido por blocos de mármore, consequência da ligação familiar a uma oficina de transformação de mármores. É neste meio que cresço e isso influenciou o meu futuro. Durante a minha infância e adolescência, segui atentamente o meu pai, que trabalhava com grande mestria obras de arte sacra, em enormes blocos de mármore. Fui crescendo a ouvir a toada da maceta a bater no cisel, a ver os antigos discos de carvão da rebarbadora a penetrar o mármore duro, deixando, no ar, uma nuvem de pó suave e quente, que ao poisar na pele, pinta de branco, como se tudo à sua volta fizesse parte do mesmo bloco. O tempo desvendou-me segredos que o mármore esconde e, pouco a pouco, fui dominando técnicas para contrariar a sua dureza, ver onde me levava o seu raiado e sentir nas mãos sensibilidade para dominar tão nobre matéria. Fiz a minha primeira exposição, na galeria do posto de turismo de Vila do Conde. Sem escola e sem recorrer a estilos ou tendências, dei o título de “Pedras Soltas”, à exposição, pois era o juntar de vários trabalhos, que fui acumulando nos recantos da minha casa.Em 1985 numa visita ao Simpósio de Escultura em mármore, "Porto 1985" no Palácio de Cristal, conheço aquele que se tornou uma referência para mim… o escultor João Cutileiro. Começo a seguir a sua obra, atentamente e, numa visita à cidade de Lagos, conheço o polémico D. Sebastião.Em 1990, visito, na Fundação Gulbenkian, uma retrospetiva da sua obra, que me deu uma visão mais alargada do seu trabalho. Sem o conhecer, pessoalmente, em 1995, participo numa exposição coletiva no Porto. Mais, recentemente, voltou a acontecer, numa exposição coletiva, onde também fazia parte o mestre José Rodrigues, na galeria DaVinci no Porto. Mais tarde conheci o mestre José Rodrigues, com quem tive uma relação artística mais próxima. Trabalhei como seu assistente, executando inúmeras obras em mármore para o escultor, pois a pedra nunca foi a sua área. Frequentava constantemente a “Cooperativa Artística Árvore”, onde o mestre José Rodrigues era diretor. O acumular de todas estas vivências, deram-me outra visão da escultura e da pedra.Nas minhas obras, procuro deixar na pedra as marcas da sua essência, a sua textura natural, as feridas dos ferros que as arrancaram das entranhas da terra. Por fim, já com o bloco bruto, pousado na banca da oficina, ficam as marcas das ferramentas que lhes deram alma. São estes traços na pedra, que evito apagar, nas lutas e diálogos que venho travando com a matéria, ao longo de dias, meses e anos. Encontrei na “Pedra” a minha mais forte forma de expressão, que me trouxe momentos de grandes desilusões, difíceis, duros… mas também bons, irreverentes…que me foram dando um empurrão para avançar, um pouco à imagem do que tem sido a minha vida. Com a certeza que ainda tenho muita obra por fazer, o meu trabalho esta representado em monumentos publicos e várias coleções particulares.


Influências

José Rodrigues, João Cutileito

Carlos Rodrigues

O artista no trabalho

Exposições Individuais


2018 Por amor à pedra Porto, Portugal

2008 20 VER Vila do Conde, Portugal

Exposições Coletivas


2020 "PROJECT 12" Matosinhos, Portugal

2016 3 Visões Gaia, Portugal

Coleções permanentes


2021 Coleção - Sociedade de Advogados Cerejeira Namora & Marinho Falcão Porto, Portugal

2021 Coleção da Casa da Mata Porto, Portugal

Residências


2021 Oficina-Rua do Salteiro n°50 4485-399 Porto, Portugal

2021 Atelier- rua de trás n°30 4485-400 Vila do Conde, Portugal

Alimentado por Artmajeur